algália de alma

...Sinto-te com muita força, e a distância potencia o sonho, daí a beleza ser ainda maior, daí a perfeição ser ainda mais perfeita, daí o resultado ser aquilo que eu desejo que seja. Mas saindo da tal realidade, apanho sustos de morte de cada vez que te vejo na última vez que te vi, como sendo a última vez que te vou ver...Porque a minha realidade também pode ser equiparada a um momento bom, e porque também me sinto com força de vontade para depender de um sonho...Já estive de boca aberta à espera que as palavras saissem para calar quem me chateia, dizer-lhes que nada me importa...
...E desse pensamento saiu a solução para deixar falar mais alto aquilo que tem de ser, e só na leveza das acções e, acima de tudo, dos pensamentos e dos sentimentos é que reside a resposta para este vazio. Não é perfeita esta relação, não nos dá tudo aquilo que queremos, mas, pelo menos a mim, dá-me o início do que quero.Vou enlevezá-la, deixá-la ser-se sem alimento e farelo, deixá-la fazer-se e que cresça, sem adubos enganadores, mas com muito carinho que regue o suficiente para se ver e ser vista. A tal tranquilidade que a felicidade traz, a tal serenidade que nunca pode ser imposta pois corre riscos sérios de se virar contra nós.
O sonho de asas
Um sonho de asas vai sempre muito mais além do que apenas um sonho. E a minha vontade em deixar de sonhar cá em baixo, onde a terra magnetiza a vontade, explica-se nessa grandiosidade que é ver os sonhos para lá do que eles são e a tocarem o impossível, arrebatando-os ao irreal, tirando-lhes a dimensão de inalcansável. E sem essa dimensão, tornam-se em algo palpável e confortável para pousar a cabeça e dormir. Vem até mim quando deixo o sonho voar para lá.
É disso, é muito disto, que quero para o meu dia a dia; uma ambição que tem um fim. Só que um fim tão pleno que desmistifica a própria palavra e recheia-a de positivismo e aura boa, de boa onda e boa vontade. Mereço-o pela tranquilidade da limpeza de consciência de quem não quer mal ao mundo, se este não se afectar com o meu querer! Quero ser eu e eu sou-o à mesma velocidade com que deixo de o ser, mas com a mesma força com que me construo sobre o que acabo ainda agora de ser. São sentimentos verdadeiros que negam o "termo certo" porque não há hora para o deixar de gostar ou para sequer deixar de pensar. E se pela distância eu me imagino sem solução, pela tal vontade eu prefiro pensar que a verdade é tão mais outra como os sonhos serem migratórios ao prazer das marés de sorte e de azar.
Por isso vejo para além disso, para além do ir e vir e nem sequer saber se isso significa realmente voltar. Vejo o que a vontade me faz ver, me faz tão pouco temer, porque é tão certeza esta tristeza agora, como o será se nada vier por mero acaso a acontecer. São sortes. São vontades e saudades. Respeitos e peitos que com menos sobriedade se anseiam ter. E até isso pode ser o sonho.
Espero de novo.Espero de novo. De tão novo ser, espero que haja algo tão melhor no futuro como isto que se vive aqui e agora. E quando me apercebi que, de tão novo ser, a felicidade só depende do optimismo ou pessimismo que temos, assimilei que a felicidade é isso mesmo. Daí a sede de a dividir em mil e destribiu-la por muitos e que esses muitos nos rodeiem e nos toquem e nos abracem e nos queiram também em seu redor. Já não é tão fácil amar e acredito e temo que aos quarenta se ame sem paixão de fogo e que o vulcão não só adormeça, mas que se afogue na racionalidade e ainda mais no medo de arder e doer. Enquanto se cospe a lava da maluquice de quem ama, nada é mais importante que o remoldar do mundo, não interessa quantas vezes, com a lava e as cinzas que solidificam e nos fazem ter formas e relevos diferentes a cada atear de uma nova erupção. E de cada vez é para sempre até à próxima vez. Só se destingue no acreditar que toda a gente acorda do adormecimento. Essa fase já eu sei. E começo a temer, de forma estúpida, porque o tropeçar faz-se disso mesmo, do temer e do esquecer que se teme, que cada vez traga outra e mais outra de forma infinita, até à insatisfação completa. Até que cada vez seja só mais um estupidificar e petrificar perante o nada que nos parece tudo o que de belo existe. Mas enquanto for sentido (que é o mais importante) o sabor do que passou e houver vontade de querer mais até à utopia da perfeição, sabe bem apaixonar-me assim. Sem vergonha de por tantas vezes não agradar ou até de não ser eu mesmo, tal o moldar que a lava me faz. E tantas vezes penso que mereço alguém, que acabo a pensar que deveria haver alguém que me merecesse. Tal é a quantidade de coisas que tenho e quero partilhar. Mas para egoísta isso é um exercício momentâneo e passa com o deixar de bater forte que nos torna mais fracos e vulneráveis. Mas ainda bate e baterá com força. São os gases do vulcão na sua volatilidade instantânea a evaporarem e a deixarem um rasto que não se pode seguir a passo. É o gostar e o deixar de gostar sempre sequencial, mas às vezes tão seguidos que ao de longe, para quem vê mais amplo e claro, se misturam. E dizem de fora para dentro que não há nem fumo nem fogo, só o calor de uma combustão rápida, que se não se aproveitar no momento, não serve de nada passados uns segundos.E o fósforo que ateie a chama do Olimpo é o mais procurado. Arde, aquece e mantém-se. E isto é especial.
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É a teoria do um contra todos e de todos eles contra nós. Para quem se lembra é um “all against all”. Não estava enganado na altura, muito embora aplicando os indices de inflação e de conversão à nova moeda, consiga vêr que a permissa agigantou-se e está comprovadamente uma senhora. E só no espirito de luta é que percebo a ansiedade de quem não vai, mas finge ir, para a guerra.É aqui que ninguém sobrevive sozinho. Aqui ou onde quer que se lute! Não acredito que nesta história de vida a qualidade suplante a quantidade, até porque quando há quantidade há também maior probabilidade de haver qualidade.
É claro e óbvio que nada disto é certo; muito embora também tenha fé na certeza que a clarividência traz! Aumentam também as incertezas e se não fosse a vergonha e a tal obrigatoriedade, as perguntas andavam sempre às voltas do circunflexo, do “cê” cedilhado, do tracinho “te”, do acento para a frente ou para trás com “esse” ou com “zê” no fim...
Vai como for, porque ninguém diz: “ é tão fácil com veem ser com dois e’s” e toda a gente diz como “ dois e dois serem 4”.
É preciso ter confiança para dizer tanta coisa. E quando esta falta diz-se o que já foi dito e exactamente da mesma maneira. Não há pai para o erro. É filho de quem disse que disse porque ouviu dizer que se dissesse assim, ninguém o ia julgar pelo que disse.
Mas o problema é que vou estar sozinho e em Benfica.
Merda para os que me chateiam...
Sexta Feira passada vivi um dos dias mais bonitos da minha vida.
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Não me agrada a obrigatoriedade
O meu conhecimento de mim mesmo cresce. Assim como o de todos e cada um de nós. E com esse “vai e já não volta”, vão sempre surgindo verdades cada vez mais verdadeiras sem nunca, ou quase nunca, o serem verdadeiramente. Daí eu ter dito:
“não me agrada a obrigatoriedade”. É a minha verdade do momento.
Tive que esperar uns tempos até que a minha escrita ou vontade de escrever tivesse novamente espaço para respirar. Tive que esperar o lento borrifar de ar com que se esvazia o ego. Vou para Lisboa em Outubro e, embora Nortenho quase antes de Bracarense, sinto-me feliz, ansioso e entusiasmado. Vou trabalhar. Aprender. Refazer. Reciclar. E fico estupefacto com a selectividade da memória. Sei que nunca terei saudades do tédio, ao mesmo tempo que sei que se isso acontecesse viveria os possíveis maus momentos com ainda maior felicidade. Não! Só consigo ter saudades, ou sequer pensar, nas coisas boas com que me faço e cresço. É a saudade que é selectiva! Vai-me fazer falta saber que não estou assim tão bem aqui...
A verdade...a verdade é que não me agrada a obrigatoriedade!
E por hoje precisava de um impulso que não fosse só meu. Precisava que a força que faço fosse partilhada. Ao invés, sinto-me a tentar convencer quem se preocupa de que vou em segurança. Na segurança de que dependo tão somente de mim próprio para dobrar o mais tormentoso dos cabos, mas também aquele que esconde, mesmo sem saber, o maior balde de felicidade do universo. É assim o ser-se crescido? Moldar sem queixar, ou moldar o queixar, encarar o que não se quer com a naturalidade da extensa propagação da desgraça?! De facto, se calha aos outros porque não há-de calhar a nós que somos tão outros como eles são para nós?! E de tão intrínseco ser o conceito, bato-me na boca, apimento-me a língua de cada vez que sequer penso na palavra desgraça...e voltei a fazê-lo mesmo assim! Mesmo assim que me sinto abençoado, felicíssimo.
Aqui vou eu.
Texto n.º 2, capítulo 1º
Faz de foca.
Já nem sei se te conheço decor. Mas sei que sinto de longe o cheiro do ambar, ou ao que quer que o ambar cheire, porque o mosquito que me chateava já nem voa. Já nem sei a tua cor, morena de vez em quando, pálida outras tantas, nunca, ou quase nunca, rosada. Uma cor que não deixa saudades, mas é a sensação de que nunca olhei para ti sem ter a certeza de que te podia fixar mais tarde. Se viesses ter comigo, prometia-te um coro de sobriedade e um copo (um copo não...uma faca!) de vontade. Sei que eras meio peixe, meio dama...mas só pelo cheiro a sargaço é que lembro da nossa cama. Escamas flácidas, sempre entusiasta com a ideia de recalcificar as partes baixas. Disso lembro-me! E lembro-me das bolhas de ar em forma de coração enfartado. Tínhamos o olhar abaulado, ao mínimo barulho rebentava um escândalo e de claro passava a turvo, sem nunca passar pela fase do mais ou menos, o “assim assim” que até podia dar para rir! Enfim de sereia, em sereia, umas meio enguia, outras meio baleia...Mas de ti lembro-me tão pouco que deve ter sido de repente, entre o crescer e o escolher, depois de eu passar a ser votante (mas pouco) e tu debutante, mas sempre antes de ter noção que peixe é peixe, mas do e no esgoto só vivem as tainhas. Ofegantes por ter pernas e cometer tantas proezas como as ratazanas. Disso lembro-me! Agora quando foi assim ao certo... Foi mais longe do que aquilo que agora é certo, mas tão perto que nem raspando tiro o sabor na língua. Sabe-me a tinta de choco, a areia de lavagem de petroleiro, a resto de naufragado e morto. Por estranho que pareça não era sal a mais! Sabe-me a ostras e limão, sabe-me a cerveja checa este tempo de distância. Faz como o salmão desova-te no rio, ou então deixa crescer o buço, rapa a cauda e faz de foca!

Àqueles que acham que é assim a vida!
Não há verdades absolutas, mas há uma certeza que, se não toca esse estatuto, anda lá muito perto!
O Braga é o maior clube do Mundo.
Tem uma história que não faz dele um caquético símbolo agigantado e sem força para suportar o peso morto da sua estrutura, mas que o põe na maioridade e numa posição respeitada. Tem o orgulho no passado que o fez crescer o suficiente para que continue, sem cataratas ou miopias, sem enfartes ou cansaços, a olhar em frente e a traçar rumos e objectivos sem desfoque ou ambições alucinadas. É um clube do Povo. Um povo que se fez numa cidade sempre esmagada pelo medo dos outros na nossa força. Uma cidade que serviu tão somente de molde ao resto do País, onde o povo partilha a identidade de uma região ao mesmo tempo que assumimos a responsabilidade de criar a maior população jovem da Europa. Porque olhamos em frente e sabemos o quão dificil é combater os poderes instituidos, os valores subvertidos pelo regionalismo da Capital. Porque somos alvo de invejas e imitações que nos fazem sorrir e nunca orgulhar. Orgulhamo-nos da nossa criação. Orgulhamo-nos da nossa história. Orgulhamo-nos do símbolo que trazemos no peito e da N. S.ª do Leite que nos amamentou até sermos os adultos que somos hoje.
Sabemos chorar as nossas lágrimas pelo esforço, dedicação e amor que sentimos pelo Mágico Braga. Porque merecemos o estatuto de Enorme e olhamos para baixo, para os mais pequenos que nós- "Os grandes". Fossem eles 3, 5, 10 ou 100, nunca os temeríamos. A nossa humildade permite-nos apenas e só querer ganhar, mas a força e a devoção permitiria-nos aniquilar qualquer adversário que tivessemos que enfrentar. E ainda bem que a luta não é de sangue! Aí sim teria pena de quem nos quer mal!
Vamos além de um clube; vamos além do desporto. Somos um mito que protege a quem por nós devota! É imperceptível às mentes mais acanhadas, é imperceptível a quem não sabe o que é ganhar e ter mérito nisso, é imperceptível a quem não tem no sangue a força e o orgulho de usar uma camisola como a nossa!
Não são golos que nos derrotam, não são campeonatos que nos movem...Caminhamos no céu, acima da terrena ambição de ganhar! Somos do Braga! Vencedores por natureza. Humildemente tocados pelo condão da grandiosidade e do majestoso estatuto que é ser Bracarense!
Ninguém no Mundo nos acompanha por caminhos tão grandiosos. Ninguém no Universo sabe o que é amar esta causa e ser correspondido com a alegria de mais e mais vitórias da maneira que nós o fazemos!
O amor à cidade
A fé no Clube
O orgulho dos Ultras
Da Bracara Legion.
Por esta altura já não é uma novidade.
Por esta altura já não é uma novidade, mas de cada vez que a ideia me vem à cabeça não consigo deixar de sorrir. É o inacreditável, aquele desejo que nunca se tem nem se pede, mas uma história que me deixa mais feliz que outra qualquer nos últimos tempos. Primeiro, de tão longe estar daquilo que eu acharia normal, sofri de incredulidade, depois contive uma lágrima, depois outra, tudo antes ainda de querer partilhar e não poder. E o fenómeno encaixa na perfeição na vida e no sentido que esta tem. Não há forma mais contida de celebrar o gostar, mas simultanemente não há forma mais cumplice e completa. A quem importa perpetua a dúvida, aos curiosos alimenta a angústia de querer, tentar e não conseguir. Acho perfeito não só pelo amor, mas também pela originalidade de ser tão privado que exponencia a partilha individual até com os amigos. E o saber lidar com sentimentos desta forma explode a intriga e quem sofreria seria eu. Mas nem de mim se trata e eu trato-os com o carinho que cresce e só eles, que eu não vejo mais ninguém, merecem!
Até me sinto a mais ao saber que há felicidade assim. Ás vezes preferia não saber para que a coisa fosse ainda maior e que atingisse o limite do impossível onde nem a luz do dia visse que se gostam.Porque eles sabem que isso acontece e fazem-se de forma perfeita a parte mais importante dessa coisa que só me importa porque lhes faz bem. E nem sei porque o fazem. Fazem-no talvez porque não afectam ninguém e porque aprederam a não ser afectados. E merecem. Merecem nem que sejam só 30 milimetros de felicidade, merecem a ideia por mais desfocada e destorcida que a imagem seja. Têm já uma história de vida, têm já o bem estar de saber estar bem!
Eu seria incapaz! E nem queria, mas faz-me tão feliz que me provo a mim mesmo o que sinto por eles. E às vezes é importante para nós redescobrirmos que gostamos e que há algo mais que eu próprio a fazer-me assim feliz comigo mesmo. Por privar e ser priveligiado nesse privar.
A todos eles que já são muitos...
Flip.
A quem me julga.
1ª Parte- A Remeniscência.
Aproxima-se a data em que morreu! Tão de noite que já era de manha cedo, depois de tudo ter dado em prol do estudo de qualquer coisa, apanhei-me no desespero de ter premonições e ansiedades que, pelo stress de momento achei que era disso mesmo! Do stress do momento...Tanto errei que daí veio o enorme mal ao Mundo. O meu Mundo sofreu do grande mal. Atiraram-me com um balde de água fria, desviei-me da água para ser acertado pelo balde, boung! Agora olho para trás e em vez de rir, prefiro insultar o gajo da frente.
2ª Parte - O Presente.
Sonho com os fins de semana mesmo ao fim de semana. É que os fim de semana agora exercem, até aos fim de semana, uma atracção como nunca os fim de semana exerceram. Parece que estenderam e que elaram as gavinhas pela segunda-feira, depois pela terça, a quarta... agora assaltam as quintas, assumindo que as sextas lhe pertencem por direito!
3ª Parte - A Glória.
A Juma está em fase muito descendente da fase descendente, e por ser parte de mim, ensaio que lhe vou bater. É tão doloroso o pressentimento que se sobrepõe à inutilidade de qualquer boa acção. Não vê do olho que melhor me via e perdi a capacidade de a excitar e fazer ladrar. Agora vagueia devagar e nem esconde que não me suporta os mimos, apenas se está a preparar depois de nos ter avisado. Em tempo de seca aprendi a não desperdiçar lágrimas, a não soluçar sequer. Os sentimentos e sentimentalismos estão em estado de vida latente à espera que do céu venha o milagre da vida eterna ou então que eu veja para lá antes dela. É a única maneira de fazer com que o meu sofrimento seja inferior ao dela.
Pela Juma, pelo fantástico que é ter sido com é, pela capacidade de ter sido mãe comigo e ter partilhado o amamentar também comigo, por ter confiado em mim como pai e filho. Criei-lhe os filhos de madrugada e ela criou-me a vontade de a ter aqui para sempre. Não me vê nem me suporta.
Eu vejo-a e não suporto.
É pra mim...
"é pra mim!" foi a frase que mais deixei de ouvir desde 1999, ano em que usei pela última vez de forma continuada e quotidiana o telefone fixo.
Agora vamos lá colocar de mansinho, ao som de flautas de pan e do chilriar dos pardelhos junto a uma pequena queda de água, os pontinhos nos "is"...Sou egoísta ao ponto de ser sempre para mim! Até o eu mesmo pode ser para mim, mas normalmente é para ninguém. Isto é: nem tudo tem um destinatário, nem tudo tem um fim ( "já que eu estou por cá, mas digo como é fácil para mim se já não dá..."), e só num diálogo se consegue exigir que o cuspe gasto seja gasto para ou contra alguém...aqui não! Nem aqui nem em mais lado nenhum.
Há tanta coisa que não compreendo e que acho injusta.
Modéstia à parte estou de férias! E como vão ser mais que os dias, decidi repartir estas férias pelas partes inteiras em que se divide a minha vida. E comecei por aí mesmo…tirei férias da vida que levei, levo e não quero mais levar! Então parei tudo o que envolve ser visto a viver e consciencializei-me serenamente de que de facto não vivi durante 4 dias. Nem morri nem quis, apenas deixei de viver. Estive bem e descansado. Agora parto para outra. A divisão das férias é extenuante pelo acumular de funções daquelas partes que não descansam tendo que suprimir a falta daquelas que o fazem.
Entretanto noutra parte da casa discutia-se o jantar:
- Alegria compadres, descongelei o resto do javali.
- Mas Senhor…não estava a besta destinada para um dia de festa?
- Não te preocupes fiel lacaio…Com este Inverno as bestas procriaram que nem silvas! Mais cedo ou mais tarde partiremos numa caçada que será por certo monumental.
- Fico feliz com tais projectos…Sabeis quanto me encanta acompanhar-vos na matança destes bastardos destruidores! Herdei dos meus pais esta raiva por esses porcos do mato. Até a semente do girassol nos comeram uma temporada…
E agora então os assuntos sérios.
Carta#1 - A primeira carta de amor é sempre o duque de paus.
E se não posso tirar os olhos de ti, recordo-te que todos queremos o paraíso que nos vendem e não aquele que existe e que nos faz tremer só de não pensar. Para além de não se ter, tem em si mesmo a vontade unida de todos nós. Cada pedaço é uma vontade e o todo o objectivo que até aos descrentes faz querer. Tu estás, apenas para mim, lá no cimo onde quem chegar me faz inveja. Mas é tão longe que não acredito que tu lá tenhas chegado e que realmente lá estejas. Era uma mentira dizer-te que me imagino para além das vertigens, embalado pelo teu lado a lado. Sonho apenas com isso. E com a tua figura a sorrir da minha vontade quase sem sentido embora tão sentida como a carência e o idealizar da tua imagem. Uma perfeição que me traz à terra, me faz matutar e me tatua a impossibilidade da tua existência. Ou tão somente leva ao ridículo da negação e a perder-te só porque se existisses não serias feita para mim, mas sim por mim. Mas como não me sinto pequenino suficiente para te dizer que não te mereço, mantenho-me á sombra daqueles que de tão grandes dão a volta ao mundo. Mas já aprendi que o gostar não se faz de iguais. Faz-se do esticar da mentira ao ponto doce de conto e do acompanhar a imaginação com uma ilusão de humildade que nos faz outro alguém e que vai muito bem com um copo de água. Uma outra pessoa que não sua, não adoece, não vacila mas existe de forma mais que saudável a viver de ar e vento e a cheirar a rosas mais maresia, na perfeição do produto que não se publicita e que vende mais que a vontade de viver bem.
Essa é a definição da pessoa amada, equilibrada depois da paixão nas palmas das mãos gigantes de quem ama ou está prestes, prestes, prestes a fazê-lo.
Fico com a minha cara de urso mais pálida. Só isso.

a mais importante lição de vida perdida:
:-)
Foi só mais uma intemporalidade, uma daquelas a que chamamos lição de vida. Intemporal e transmissível. Se é que aquilo que se aprende se pode transmitir aos outros com a certeza absoluta de que estes, filhos ou nem sequer isso, absorvem as lições e as descodificam da mesma forma que nós o fazemos, esteja esta certa ou não. Mas eu aprendi, ou melhor, transportei para a frente, para o futuro, o erro que jamais cometerei. E por isso, jamais viverei na tranquilidade que o esquecimento pode trazer. É esse o mal destas lições! Temos que viver com elas o resto das vidas, e obviamente com os erros também correndo o risco, pelo inverso, de sermos considerados estúpidos e até desintegrados...e se muitas vezes nos são úteis, por outras funcionam apenas como inibidores de acções, vontades e comportamentos. Ou não é assim? Às tantas não, e serve isto apenas para desvalorizar o que realmente vale uma lição e o quanto devemos estar gratos por diminuirmos de forma quase cientifica as probabilidades de, enquanto formos vivos, cairmos novamente no erro e no sofrimento que este nos traz. Nem sei nem sei de forma compilada e resumida, no fundo acho que já sou auto-controlado demais e este tipo de situações só vêm inibir aquilo que sou! Por outro lado sofro que baste com os meus erros e tenho a noção que a minha personalidade é bastante permeável a esse mesmo erro.
Já nem sei qual foi a lição!
Mas há-de ter sido uma lição em estilo de regra, senso comum traçado a régua e esquadro, mais à reguada que a esquadro, e que se aplica (nas mãos) a (em) toda e qualquer situação, pois até o mais bizarro acontecimento está contido nas condicionantes que a fazem valer-se e existir. E como nem só de realidade se vive, incorpora de certeza em si mesma capacidades e flexibilidade suficientes que a deixem ser vivida no mundo da fantasia por fantasistas, fantasiados e afins (onde incluo de cara alegre as gueixas, personagens de bailados, cavalos alados e os ovos escalfados). E faz-me agradecer no fim pelo que aprendi! Lição que é lição faz-se tão boa que merece sempre um agradecimento. E por mais inútil que seja, e por mais inútil que seja, repito: e por mais inútil que seja; acha-se sempre capaz de em alguma situação ser digna de dizer um " eu bem te avisei, não me deste ouvidos", porque naquele momento teria sido o momento de utilidade nunca encontrada. No fundo é o que vai acontecer certamente à lição que aprendi, à tal intemporal e que me esqueci. Na minha cabeça não foi bem intemporal, teve o seu tempo. Tem dias! Teve, mais concretamente, minutos. Para além do condão, que de tão abençoado estupidificou ao som dos sinos, de me fazer escrever sobre ela própria sem sequer a saber citar. Pode ser aí que está a lição,qualquer coisa do género de não começar nada que saibas que não vais conseguir acabar...ou então não! E como tudo o que é bom acaba depressa, deve ter-se esfumado para lá do que existe de tão boa lição ser, e daí eu a esquecer! Prefiro então, ao som de um majestoso mais vale tarde que nunca, pôr um fim a toda esta conversa, antes que seja tarde demais, que nestas coisas de que se fala mas não existe, eu prefiro sempre jogar pelo seguro e não acreditar mas respeitar, quanto à lição, acredito piamente que há-de dar sinal de si.
Toda a fé que nos move só para te vêr
Leva-nos onde o nosso coração quiser
e todos os dias eu vivo sem te esquecer
Contigo para sempre!
Contigo para sempre!
Que a minha pele se arrepie da mesma forma pelas semanas que se seguem, que os meus olhos se encharquem outra(s) vez(es), que me abrace ao mano cada vez com mais força, que façam de nós reis e heróis, que sejam eles próprios os nossos heróis, que espumem, que vacilem, que lutem até à exaustão, mas que nos tragam sempre só mais uma vitória, só mais um motivo para nos orgulharmos, só mais uns dias que sejam ao todo um mês de felicidade e de suave caminhar nas nuvens...Sentimo-nos invencíveis, os mAiores, os alegres arcebispos da nova evangelização, os cruzados das bandeiras e dos estandartes, desnorteados e sem rumo, cegos pela sede de vencer, sem o bom senso de quem sabe perder...Nós não sabemos perder! E com a mesma certeza temos orgulho nisso, e vamos ganhar! E vamos mostrar que o orgulho do Minho somos nós! E que nós é que conquistamos Portugal aos Mouros! Falta um mês!e eu sinto qq coisa nova!
Faz tanto tempo que me sinto perro, e rijo de movimentos...faz tanto tempo que nem me sinto eu outra vez!
Deve ser como pedalar e, assim sendo, não vai custar nada!
Será que ainda me lembro de como comecei?
aqui vai...
Hoje descobri o nome deste caderno. É um "moleskine". Ensinou-mo o Sepúlveda na sua "história suja", uma ode de meia página a estes livros. Eu faço a coisa por menos, e nem comparações devia fazer. Agradeço-lhe, ao livrito, apenas o prazer que me dá vê-lo encher-se. Agradeço-lhe também ser tão bom ouvinte, ou apenas e só a classe e o requinte com que guarda os meus expostos segredos. Não lhe peço que faça o papel de diário, até porque papel já ele tem. Um diário dá-me a mesma sensação de obrigação de um peixe num aquário. É preciso alimentar diariamente, dar-lhe de comer a minha intimidade ou palermices avulsas...coisas que o mantenham vivo, activo e a fazer sentido existir. Eu é que encaro a vida como um papel. Cada vez mais ou menos.Ou melhor, cada dia um papel. E faço origamis. Faço caixas, faço das folhas um lenço. Treino formas de contar, aponto os quilómetros que faço e quantos me faltam para envelhecer. Escrevo o que digo, para obrigar alguém a ouvir o que escrevo. Embrulho-me de presente, passado e futuro. Enrolo-as num canudo por onde espreito e acredito ver maior. Faço delas o meu dinheiro, finjo comprar o mundo. Desenho olhos e bichos, desenho sempre a mosca e assino. Por isso os meus dias são assim, imensos como o papel, naquela imagem peregrina e inocente ideia de que não acabará nunca, gaste o que gastar. O que importa é gostar e guardar o que se gosta. É por isso que te guardo, e vou guardando até tu ou eu me cansar(es), meu caro "moleskine".Meu carissimo "moleskine".
lauryn hill
I remember
When you looked into my eyes
You saw
Right through me
And. I could not hide
I was exposed
Just like a child
All of my heart
You hold in your hands
I'm yours to command
I, I feel so humble
With you in my life
I remember when I looked into your eyes
I saw (cough) a reflection of myself
And
I could not lie
Out of control
Too weak to deny
All of my soul is naked before you
But what can I do
There is nothing I can do
I, I feel so beautiful
With you in my life
I remember
I I I...
Oh Oh Oh...
Ooh Ooh Ooh...
With you in my life
Às tantas...
Ele há coincidências...
flip.
Em sete vidas pelo menos uma deve ser feliz.
O medo da perfeição tira a noção do real prazer que se pode ter. Mas por gostar tanto, luto por me sentir feliz e me entregar com a intuição perfeita e saborosa de que o que vivo pode ser perfeito. Por mim deixava-me assim, e só não me mergulho em formol porque tenho sonhos demais e vontade de viver o que de perfeito ainda tenho para viver.
Porque estou numa fase de ser optimista.
Porque canto, rio, descrevo-te a mim mesmo na mesma cadência do sempre, só para me provocar sorrisos e palermices, nas quais me vicio. Assim do nada, faço nascer em mim a boa disposição de quem se sabe para além de feliz e com perspectivas de assim continuar, pelo menos até amanha. E sabe bem. E dás-me de volta o equilibrio que nenhum dos dois quebra. Fazes-me perceber que a doença do mel pode atacar qualquer um e faz espirrar o mais bonito espirro do mundo!
Valorizo-me para me dar, para que tenhas o melhor que mereces. Porque de mim só isso te posso dar, porque depende de mim algum do teu bem estar. O meu tem estado garantido só por isso, pelo crescer que faz de dentro para fora e sai pela boca e pelos olhos, em forma de sorriso e de brilho.

flip.
milnovecentosenoventaenove.
Tinha acordado há meia hora, e ainda mal o dia tinha começado sentia que para mim podia desde logo acabar. Fiquei sem nada para fazer depois do banho.
Estava sentado, como sempre, no parapeito da janela, virado para fora,
o trono dos entediados. Procurei a leveza que costumo encontrar facilmente
e esperei que o sol me dissesse as horas de almoçar.
De olhos bem fechados, tomado enfim pela leveza,
tentei ajeitar as penas com o bico e preparei-me para voar dali.
Em poucos segundos estava no ar, a querer poisar, puxado pelo vómito que também não respeita a gravidade e era puxado pelas vertigens.
Deveria ser uma sensação gratificante imaginar-me a sobrevoar a cidade,
mas não para mim que as alturas tiram-me a noção da imortalidade do ser
quando este não sai da mente.
O sonho não mata.
A saudade é que mata.
Estava com saudades, pensei no que não fiz. A saudade pode ser tão hipócrita;
às vezes faz-nos lembrar tanta coisa que sem poder foi dita, e outras tantas que por esquecer ficaram por dizer. O sonho não faz viver, mas mostra que estamos vivos e que assim queremos continuar. Acho até que é um indicador de felicidade.
Saltitava a mente desenfreadamente, enquanto que no circular habitual da coreografia das manhas, o sol raspava-me no ombro.
Estava na hora. Sacudi-me! Não consegui foi livrar-me da preguiça que,
às vezes não é a melhor companhia.
"Não temos medo de alturas! Continuem no topo!"...
já tenho saudades de ir ao estádio!

Is it ok if I call you mine?
Is it okey
If I call you mine
Just for a time
And I will be just fine
If I know that you know
That I want to be in your life
If I ask of you is it alright
If I ask you to hold me tight
Through a cold dark night
'Cause there may be a cloudy day in sight
And I need to let you know that I might
Be in your life
What I'm trying to say
Isn't really new
It's just the things
That happen to me
When I'm reminded of you
Like when I hear your name
Or see a place you've been
Or see a picture of your crib
Or pass a house you've been in
One time or another
'Cause there's something in me
That I can't explain
And I can't wait to see you again
Oh baby your love
What I'm trying
Isn't really new
It's just the things that happen to me
When I'm reminded of you
Sondre Lerche, Is it ok if i call you mine?
I'm cool...are ya cool? I'm cool !ya cool?I cool...
letz get it started doh...
hey!yoh!
Please MixMasterMike "what have u gotta say?!"
I know, I know,
"...Pleeeease mister DJ make my day..."
Hoje isto foi assim:
1º- Descobri que sou o que sou e, no limite, sou o que sou à mesma velocidade com que deixo de ser aquilo que fui. E no limite do limite, onde não me parece que chegue, sou neste momento aquilo que fui ainda agora e que já não sou.
2º-Apetece-me fazer coisas. Tantas coisas. Apetece-me partilhar, nem que seja comigo, mas de preferência não. Apetece-me ter que mostrar e mostrar o que tenho, nem que seja o que vou descobrindo.
3º- E agora, que não é de agora, sinto que merecia mais e que, sem arrependimento, perdi o mau que o bom ocupa. upa!
(o meu editor,que sou eu, pediu-me autorização para lançar o "Código da Algália". Nem sei que lhe responda! Ele, que sou eu, diz que é um livro "descodificador" para ajudar a redireccionar raciocinios e sentimentos a quem me lê, e que é essencial porque às vezes nem ele, que sou eu, compreende o que escrevo. Segundo ele, que sou eu, o "Código" terá a forma de livro, de capa mole e no máximo 15 páginas- disse-lhe que era um desperdicio. O nº de páginas deve ser sempre par, para não haver páginas em branco- , mas que a errata fica ao meu critério. Preferia ao contrário: que ele, que sou eu, ficasse responsável pela errata e eu pelo livro em si. Improvável! Para ser isento e realmente "descodificador", o livro foi encomendado ao Bibliografista profissional Rui qq coisa, que ajudou o Deco, o Mourinho e os outros a escreverem os respectivos livros. Que faço? Às tantas aceito.Foi um desabafo.)

Up!Up! and away...
À primeira vista estou no chão. Chego-me mais perto e vejo que estou de rastos e quase não respiro. Tenho sangue diluído em lágrimas à minha volta e os dentes parece que se misturam com a areia. Quem me fez isto!? Chego-me mais perto...Vejo-me ainda mais de perto, que lástima! Cai-me uma lágrima por cima de mim estendido no chão, tenho a comoção típica de quem tem pena. E eu tenho pena de mim, ao ver-me no chão, imóvel, a sofrer ensanguentado. Chego-me ainda mais perto! Faço-me forte e tento no mínimo ajudar-me a levantar. É melhor não me tocar! Pode ser grave e ter qualquer coisa na coluna...Parece que não me ouço. Não respondo às minhas perguntas: "Estou bem? Estou-me a ouvir? Filipe!?Que se passou?!..."
Abaixo-me, pego-me na mão. Tento mostrar compaixão, a mais forte intimidade, carinho, compreensão, tento ser a minha mão amiga.
Nisto, os meus olhos olham para mim, olhos nos olhos. Semi-cerrados pelo pó que faz de rimel, sem as lágrimas enxugadas pela areia grossa; nunca me tinha visto assim. Estava no chão maltratado e o olhar não era o do sofrimento! Olhava-me de raiva, uma raiva íntima, uma fúria calada e imóvel, uma fúria olhada.
Não me dei tempo! Não pude reagir. Não consegui segurar-me enquanto me levantava e de punhos cerrados me esmurrava! Mordia-me os braços, arranhava-me, pontapeava-me. Do chão, do banho de sangue, levantei-me com a força da ira, com a vontade de um guerreiro e fiz justiça com as minhas próprias mãos! Revoltei-me contra mim mesmo.
"Pára! Pára!", gritei-me.
Agarro-me a mão. Prendo-me o braço. Como me compreendo no meio daquela luta. Como me revejo em mim. Se fosse eu, faria exactamente a mesma coisa. Revoltava-me e lutava, não para ser, mas, e isto é importante, para me deixar continuar a ser feliz! E deixava-me fazê-lo feliz por esta vida!!
allways look at the bright side of life.

Eu juro que se tivesse um irmão como este, feio, arrogante, enganador, com mau gosto a vestir, inconsciente, elitista, burro, fascista, medíocre, sportinguista, beto, desafiador, belicista, novo rico, advogado, Kapitalista, populista, ignorante, com a puta da mania, quasi quasi monárquico, corporativo, mouro e engatatão; também o espancava, também lhe desligava os tubos da incubadora, também lhe cuspia, cagava e mijava em cima, penicava-o, fazia queixa dele à mãe e ao pai, rapava-lhe o cabelo à noite, gastava-lhe o saldo do telemóvel e ainda lhe dava chutos valentes na boca até lhe saltarem os dentes todos. Juro!
(se até o próprio primeiro-ministro admite que o governo é um "bebé ligado às máquinas numa incubadora", que raio se passa?!)
aaaarrrghhh...grrrrrr...grouuuuf...
Oh pá...haverá alguém no mundo mais feio e execrável que a vocalista dos Gift?! Bem faz a Vodafone em fazê-la desaparecer...mas depois volta a aparecer de cuecão! Eu sei que o "bad taste" é "fashion", mas isto!?...Podiam fazer dela literalmente uma "fashion victim" e espertar-lhe com um balde de cal quente pela cabeça abaixo!Ou desenharem-lhe um bigode no anúncio! Ou...ou...ou darem-lhe uma lambada!

Mil, mille, one thousand, un migliaio, одна тысяча, eintausend, duizend, χίλια...
Fui acordado pelos foguetes e pelo barulho nas ruas! Disseram-me que Braga apenas por uma vez teve tanta gente junta. Foi na visita do Papa nos anos 80, quando ele foi nos TUB (Transportes Urbanos de Braga) do centro ao Sameiro. Desta vez o motivo é menor mas mais signitficativo! A Algália cresceu até às 1000 visitas. Não fosse esse o motivo e ser acordado desta forma dava direito a má disposição!! Fiz um poema:
Deixem hibernar o veraneante
porque o motivo é importante
O motivo relevante
é o deixar de ser estudante.
O blokki de cara lavada para hibernar.
Hibernação.
Há já muito tempo que se procura isolar no Homem os genes que possibilitam a hibernação. Desconfia-se que os antepassados ancestrais do Homem, a exemplo de outras espécies, tinham a capacidade de hibernação por forma a suportarem as agrestes condições dos invernos rigorosos. As investigações decorrem, por exemplo, à sombra de protocolos entre agências militares e espaciais, e visam possibilitar a hibernação do Homem na actualidade. Em termos militares acredita-se que pode facilitar a sobrevivência de tropas em situações críticas, e ao nível da exploração espacial aposta-se nesse adormecimento por forma a tornar possiveis viagens mais longas e em condições básicas de sobrevivência. Há também quem acredite que o estudo de um gene similar existente em hamsters poderá ter um uso futuro em terapias de perda de peso.
Depois de ler e reler e tentar aquilatar da possibilidade de aplicação desde já, de alguma técnica em humanos, cheguei à conclusão que ainda é impossível. No entanto nada me proibe de dizer: vou hibernar.
Fui a Marrocos e vim. E soube-me muito bem.
Os cegos e o sonho.
Para hoje havia histórias de cegos. O cego que pagou o arranjo do carro. Porque não via e era cego, duas razões numa só, auxiliava-se da bengala para andar na rua, porque em casa era escusada, pela noção acumulada do sentido de espaço e localização dos obstáculos. Em pleno passeio bateu por duas vezes no carro, no mesmo sitio com a mesma bengala...Ficou o risco, a mossa e a certeza absoluta do dono do carro de ter o arranjo pago pelo cego. O cego nem discutiu. Preferiu assim.
Depois há a história que vem desde pequeno...E se o cão fosse cego e tivesse direito a um guia, um homem de voluntariado obrigatório, que o conduzisse? Que conduzisse o cão onde ele fosse! Ao fundo da rua, à fronteira do território, atrás de gatos desafiadores, a cheirar caixotes de lixo, a perseguir o cio das cadelas, a ir atrás de uma mota barulhenta, a vaguear e a passear...são conceitos.
Ainda hoje, a máquina do tempo. A máquina do tempo com que sonhei hoje, e tenho a certeza que não sou o único. Só aparece quando há arrependimento. Um arrependimento objectivo, uma situação mal decidida, uma escolha mal feita ou uma frase mal dita (maldita!). Ou mesmo arrependimentos subjectivos, mais longe da esfera pessoal, um penar que deveria ser colectivo, uma pena de ser e existir como somos. Queria voltar atrás, não sei se para refazer se para reviver, e voltar a fazer ou deixar que me fizessem. Nem sei, mas agora de experiência acumulada nos bolsos, tenho a certeza tão mais que absoluta, de que não iria mais tarde (agora) querer lá voltar. Faria tudo bem feito, pelo menos assim o sonho, deixaria o rasto limpo, sem manchas de sangue ou molhado do choro. É uma cobrança pessoal isto de sonhar para trás. Um sonho, em termos conceptuais, invoca um futuro risonho, uma sorte, um anseio...nunca deveria ser dormir e querer andar para trás. Como me dizem: sou caranguejo. Nem nisso acredito. Enquanto acordado, acredito muito mais no moldar e fazer esquecer, no valorizar o que de bom fizemos à sombra do que de mal acontece. Mas a sombra, como todas as sombras, é momentânea e só escurece por horas...o que existe e que se pode deixar de ver, não deixa de lá estar para mais tarde recordar e se quiser ir lá tocar. O sonho deveria sempre ser bom! Feito de coisas possíveis, alcançáveis, que poderiam roçar o utópico, mas nunca, nunca sair do atingivel. O sonho deveria dar sinais, orientações, aumentar crenças e acreditares, deveria ser um mapa e uma bussola. Deveria ser optimista ou pessimista, mas ter sempre em si um por cento de probabilidade de ocorrer. Acabar com os unicórnios, os duendes e as gajas tão boas que doi. Acabar com o sonhar ter o que se não pode ter. Mesmo que de futurologia se trate. O sonho deveria ser apenas o limite da felicidade, o tónico dopante que nos fizesse correr e crer que é possível. Mas hoje sonhei ao contrário, no sentido inverso do que deveria ser. E assim não pode ser.
de irmão para irmã
Tenho um tremelique no olho desde manha cedo.
A sorte é que "eu quero lá saber"...
A Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS) é um órgão independente que assegura o direito à informação, a liberdade de imprensa e a independência dos meios de comunicação social perante o poder político e o poder económico, bem como a possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião e o exercício dos direitos de antena, de resposta e de réplica política
(Artº 39º da Constituição da República Portuguesa / 4ª Revisão - 1997).
Este órgão independente redigiu um relatório, aliás incentivado pelo próprio governo, nas pessoas (serão?) de Gomes da Silva e Mogais Sagmento, sobre o caso Marcelo. As conclusões óbvias foram apresentadas hoje: "As críticas apontadas pelo ministro Gomes da Silva aos comentários de Marcelo Rebelo de Sousa constituem uma tentativa de pressão ilegítima. A conclusão é da Alta Autoridade para a Comunicação Social feita após a análise do caso." in www.TSF.pt. Ora,como o Gomes da Silva disse que só falaria após a apresentação do relatório da AACS, hoje acordei ansioso com as reacções que poderiam daí advir...e à mistura com resignação, ouvi e li de tudo! Inclusivé o Guilherme da Silva a pedir a criação de uma nova entidade reguladora da Comunicação Social (porque será?). Mas a pérola é do Paulo Portas. Perante os jornalistas da TSF, que lhe pediram comentários ao resultado do relatório daquele órgão oficial e independente:
"Estou num dos dias mais gratificantes da minha vida como ministro da Defesa, quero lá saber.Estamos aqui a gerar postos de trabalho, emprego, riqueza nacional, uma indústria a renascer, quero lá saber!" repetiu depois da insistência da repórter da TSF.
Quanto aos postos de trabalho, emprego, riqueza nacional e uma industria a renascer...é de salientar que o Paulinho esteve a tarde toda a jogar SIMCITY 4, o famoso simulador de governação de ciadades para PC e agora também para PlayStation 2, para regozijo do governante.
Manitas em Londres promete encher Madame Tussaud's.
Incapazes de reproduzir em cera as mãos do famoso condutor Manitas de Plata, os responsáveis do Museu de Cera Madame Tussaud's em Londres, cairam na tentação de pagar cerca de 5 milhões de euro a quem lhes entregasse um par de luvas usadas pelo famoso condutor. Estas vão ser expostas calçadas nas mãos do malogrado Airton Senna, já representado no museu com uma imagem em cera. Recorde-se que Manitas, como é carinhosamente apelidado, tem no seu currículo 2 títulos de vencedor do troféu Saab de segurança rodoviária, um prémio de 4º melhor piloto da CEE (classe motociclos barulhentos), três corajosas participações como dummy em crash testes do Renault Twingo, duas menções honrosas no troféu "Teatro Circo em duas rodas", duas voltas à rotunda do Feira Nova de olhos vendados e outras duas a tentar tirar a venda (record municipal), para além do já famoso record europeu em coros que vai metendo, record esse que já se estende aos 23548 coros (com este dá 23549), isto somente desde 1997, deixando a larga margem de distância a seu grande rival Eusébio Ferreira da Silva, o Pantera Negra. Um curriculo impressionante e que tendencialmente irá aumentar, muito embora, segundo palavras do próprio Manitas, não se sente o mesmo sem o automóvel que foi penhorado ao pai da ex-namorada. No entanto, não é de admirar a exurbitância despendida por aquela casa Inglesa, acto que vem na sequência da Nomeação de "Senhor" da Casa Real de Sta Maria de Aguiar, festejada em grande nível no fim de semana de 5 de Novembro, e da Nomeação para "Señor" da Casa Real das Taipas no País vizinho, a fazer na próxima semana mais de três quinze dias. Os directores do Museu de Cera estão expectantes, prenunciando para o dia da inauguração da peça, dia 9 de Dezembro (a tolerância de ponto em dois bairros londrinos está já assegurada), uma enchente nunca vista, nem mesmo na data da emulação do pénis do Rei Henrique VIII, ou na data de inauguração da imagem em cera do fantasma da malograda Princesa Diana de Gales. Esta exposição, esperam também os responsáveis, poderá servir de impulso à renovação da imagem do museu, denegrida que está desde a fuga de Lance Armstrong e Edith Piaff no famoso VW Carocha de 53, o Herbie, e que deixou desolados inúmeros fãs e cépticos. Segundo Miles Davis, vizinho, na exposição, de James Dean, a compra das Luvas de Manitas " é uma chapada de luva prateada a quem deixou de acreditar neste museu e o dava como defunto e descredibilizado, e um motivo de orgulho para todos aqueles que moram aqui!".
De combóio ao som da Boa-Vida!
Perseguido, isto enquanto sentado, declaro guerra ao fugir, às acelerações, aos encravares e arrancares. Profundamente assolado pelo tédio, o suor é um sedativo que de forma constante me persegue. E leva-me, a mim e ao sono, ou melhor, ao cansaço, para lá de longe. Amorfo, isto ainda sentado, procuro no vidro, para lá do que passa, o meu reflexo mais fixo que o resto. Foram horas a mais. Agora de pé, isto enquanto entediado, vejo que hoje não fumego. O vapor não se vê, ou não evapora porque não se apercebe que tem de o fazer. Que tédio deve ser não viver. Não sofrer. Agora, ainda de pé e à espera de sentar, boa viagem nesta boa-vida...e que som bonito faz o combóio...boa-vida. boa-vida-boa-vida-boa-vida...
Arcada.
O estado de espirito é incontrolável. Eu bem tento. Dá-me gozo o duche, embora me custe sempre começar. A roupa irrita-me. Pelo menos às vezes! Depois a rotina continua. Os vizinhos não mudam, as lojas também não. As pessoas repetem-se e continuam sem se conhecer. O caminho sobe, depois desce, depois volta a subir, na certeza de que, de segunda a sexta, sei perfeitamente quem vai lá estar, com que cara ou olhar. Já nem falo de rotina! Falo em fotografias e postais que não mudam...Mudam as noticias, mas as cores dos jornais são sempre as mesmas de longe ou ao perto, é preciso chegar mesmo perto para vêr que não são as mesmas de ontem. A Arcada festeja-se sempre. Não admira que sejam amigas as pessoas de lá. Não fazem nada há anos e o prolongar do tempo faz-se com conversas que se têm. Mas se são amigos dela, porque têm que morrer com ela, em vez de se salvarem com ela e por isso se congratularem e mudarem as expressões? É sinistro o conceito da existência infinita. E a vida daquela praça parece que se prolonga na indefinição do queixume de mais árvore ou menos árvore. As pessoas que usufruem da sua sombra, não a merecem! São amorfos demasiadamente constantes. Fumam e fazem a barba só de vez em quando. Não se adaptam, não se rendem, mas veem-se ao mesmo tempo derrotados pelo prazer que poderiam ter e não têm. É um sitio quase tribal. Uma tribo mal encarada de indios velhos e encostados, expulsos das aldeias por falta de utilidade. Nem sabedoria trazem. Trazem curiosidade pelo tempo, pelo futebol e pouco mais, mas tudo numa profundidade que não afoga. Nem sequer é decadência! É nada! Nada. É um sítio mau para se passar...imaginem para se estar! Imaginem-se de pés pregados a um lar de idosos onde estes são maltratados, sem se aperceberem que há imenso espaço para fugirem e que é raro alguém controlar os seus movimentos. Fujam daí velhos! Ou fiquem e construam, lutem. Ou fiquem e andem vestidos às cores, amarelo e laranja. Agitem-se. Batam palmas a quem passa. Peçam para ficar. Tirem a merda dos chapéus. Proibam o xadrez na roupa e as pessoas mal encaradas. Sejam alegres por um dia, nem que esse dia seja o dia de festejarem a Arcada. A Arcada merece sorrisos. Com mais ou menos dentes, despenteados ou com brilhantina, a Arcada merece bem estar, música e espaço para ser vista! Desviem-se da frente dela. Merece que se cheire algo melhor dentro dela. Merece 3 ou 4 mulheres. A Arcada está farta de homens e jornais, e está farta do Inverno também. Eu sei isso! Mas o calor roubaram-no vocês, roubaram-no e comeram-no. Porra para a Arcada. Irrita-me!
Inquestionável só a estabilidade: perde o estatuto quando a questão é levantada...deixando de o ser de forma instantânea.
Este tem um ano.E chama-se CHOURIÇO.
Sequencial. O recobro vem depois da doença, na mais pura certeza de que o futuro será diferente. E essa pureza, a da certeza, é tão maior como o contrário, a da incerteza. Mantenho-me calmo, mas expectante. Ou antes, exausto para reagir, suficientemente desperto para nem sequer reagir. Limito-me (como se eu me pudesse controlar...) a deixar correr o tempo. Acho que até ele está cansado demais para correr; deixa-se andar. Vou olhando para o espelho , ele é que tem de mudar. Se ele mudar, há-de arrastar-me com ele.
E para recuperar do recobro como vai ser? Vai ser novamente uma sequência daquelas que se vive passo a passo...ou será a correr? Sempre algo a seguir a algo, sempre isto antes e depois daquilo. E é para decorar, para fazer crescer a experiência, para deixar ficar e mais tarde usar. Eu deixei-me ficar, sem forçar, sem hesitar no deixar-me ficar. No fundo é a espera que me mantém activo. Serenamente exausto, serenamente expectante, serenamente ansioso. Tanto que nem sinto saudade, ou sequer liberdade. Nem isso! Ou só isso. Chouriço!
Parabéns Nuno Brito! Um abraço, tens sido um irmão. Obrigado!
Sampaio leva Souto Moura a exposição de arquitectura e design a Milão.
in PÚBLICO , 11 Novembro 2004.
Eh lááá...já agora vão de "comboio", não? Este homem anda desnorteado desde que deixou cair a democracia no chuveiro...
Man Bites Dog...ou o manual de instruções para crimes banais! O perfil do assassino abnegado e profissional. Bom moço e aplicado, daqueles que nunca faz a coisa por menos, nem nunca vira a cara à luta. Vai longe. Alia a escola latina das mortes bastante trabalhadas, com requinte, e a frieza na cara da vitima, tipica dos atiradores Norte Europeus. Tem 23 anos, 1.77m e pesa 68 kg. Tem perfil, presença e dispara bem com ambas as mãos. Pode facilmente utilizar outras armas para além da pistola. Recordo até um trabalho que fez em que recorreu ao famoso "morrer de susto"! Já matou fora do País. Ao longo da época passada alvejou de forma certeira por 17 vezes, deixando somente 4 moribundos. Candidato à Bala de Ouro 2004, e ao prémio da prestigiada revista francesa France Sniper.É claramente um assassino a ter em conta e a manter debaixo de olho, tanto mais que no mercado nacional, repleto de estrangeiros, há muito poucos com o perfil deste senhor...a ter em conta!
upa.cuidado.
Cheguei agora da Terra da TVI:
-E agora minha senhora? Arraiolos é mais conhecida pela droga que pelos tapetes...
- Nem me diga...já só me vejo a chorar...ai meu Deus!!O que aquelas mulheres fizeram à nossa tera...eu nem sei...
- Mas a Srª conhecia as cabecilhas daquela organização criminosa sediada aqui em Arraiolos?
- Eu?! eu não...eu não posso responder...disseram-nos para não falar! Eles dizem que podem vir ai e dar problemas à gente! Eu não sei ...Ai meu Deus...
-E diga-me: Já sentiram baixas nas vendas de tapetes? Os tapetes de arraiolos deixaram de se vender?
- Oh nem me fale...isto já estava mal, agora nem se fala! O governo só olha prás grandes cidades!É Lisboa, Faro, Évora, Beja...Olhe até lhe digo...um ano vieram aqui em campanha, Até foi um jantar ali no salão! E prometeram, prometeram... e nada!! E o Presidente da Camara passa mais tempo em Lisboa que aqui com a gente!Isto é uma desgraceira!
-E segurança? Sentem-se inseguros agora aqui em Arraiolos? E outra coisa: água canalizada têm? e ..e..e...as estradas são boas? E olhe...não ouve seca este ano nos campos? e diga-me...têm acesso aqui assim à saude? e ...magia negra? não ha magia negra por aqui? Mortes, espancamentos...uma criança deficiente? OVNIS? Travestis? ...nada?! não há nada!?
-Que eu me lembre...não...OV... quê?
-...Olha a porra...isto assim não me chega! Ai o caralho...Ó Nunes ( que é o cameraman) vamos mas embora que isto é laranja sem sumo...olhá porra! Vamos embora, vamos embora...
ai.
In dog therapy I've got a Master Degree.
A Juma e a Catarina que o digam enquanto se derretem!
Dia de revelações insólitas
O Kenedy e o porteiro do Insólito são a mesma pessoa.
O Manel do Insólito é o irmão renegado do Mesquita Machado.
O Cheira a merda é cozinheiro no Pórtico à sexta e sábados ao jantar.
Os DJs do Insólito não existem...são alucinações e pesadelos colectivos.
Os Hamburgueres do Insólito não cheiram a merda! São merda!
O anãozinho do copo e´uma estátua de cera esculpida pelo Paulo Bonito e que ele teve que dar à casa para pagar um cartão de uma sexta feira à noite.
juro.
Estamos a ser vigiados.
Caranguejo (22 Junho - 23 Julho)
Semana 07 a 13 Novembro - A Temperança
Cartas da (putéfia da) Maya no Público:
Aceite novas ideias e projectos. Mantenha-se atento a todos os acontecimentos, pois a palavra de ordem é conciliar. No plano afectivo não faça esforço algum para conter emoções, poi não irá aguentar eternamente. Desentendimentos no plano sexual podem tornar as coisas tensas ou em processo de ruptura. No plano material não tenha receios pois atravessa uma conjuntura forte. Sensações subitas de mal-estar. in Público 7/11/2004.
eu leio:
Afinal as perspectivas de ser feliz são minimas, vais ter que trabalhar como um urso para ganhar 10€/dia (e é se queres!). Mantem-te atento, junta dinheiro porque isto está fodido. No plano afectivo não faças esforço para conter emoções, pega numa corda e enforca-te já...só estás a prolongar o teu sofrimento. Pára com a masturbação que ainda fazes feridas nas mãos. No plano material não tenhas receios, não tens nada a perder (pois não!). Sensações subitas de bem-estar (esporádicas, muito esporádicas e curtas). in algaliadealma 7/11/2004.
they call me "papi chulo"...