A quem me julga.
1ª Parte- A Remeniscência.
Aproxima-se a data em que morreu! Tão de noite que já era de manha cedo, depois de tudo ter dado em prol do estudo de qualquer coisa, apanhei-me no desespero de ter premonições e ansiedades que, pelo stress de momento achei que era disso mesmo! Do stress do momento...Tanto errei que daí veio o enorme mal ao Mundo. O meu Mundo sofreu do grande mal. Atiraram-me com um balde de água fria, desviei-me da água para ser acertado pelo balde, boung! Agora olho para trás e em vez de rir, prefiro insultar o gajo da frente.
2ª Parte - O Presente.
Sonho com os fins de semana mesmo ao fim de semana. É que os fim de semana agora exercem, até aos fim de semana, uma atracção como nunca os fim de semana exerceram. Parece que estenderam e que elaram as gavinhas pela segunda-feira, depois pela terça, a quarta... agora assaltam as quintas, assumindo que as sextas lhe pertencem por direito!
3ª Parte - A Glória.
A Juma está em fase muito descendente da fase descendente, e por ser parte de mim, ensaio que lhe vou bater. É tão doloroso o pressentimento que se sobrepõe à inutilidade de qualquer boa acção. Não vê do olho que melhor me via e perdi a capacidade de a excitar e fazer ladrar. Agora vagueia devagar e nem esconde que não me suporta os mimos, apenas se está a preparar depois de nos ter avisado. Em tempo de seca aprendi a não desperdiçar lágrimas, a não soluçar sequer. Os sentimentos e sentimentalismos estão em estado de vida latente à espera que do céu venha o milagre da vida eterna ou então que eu veja para lá antes dela. É a única maneira de fazer com que o meu sofrimento seja inferior ao dela.
Pela Juma, pelo fantástico que é ter sido com é, pela capacidade de ter sido mãe comigo e ter partilhado o amamentar também comigo, por ter confiado em mim como pai e filho. Criei-lhe os filhos de madrugada e ela criou-me a vontade de a ter aqui para sempre. Não me vê nem me suporta.
Eu vejo-a e não suporto.